II Coríntio 8. 16-24

Administração da oferta

Primeiramente, este texto de II Coríntios 8. 16-24, que trata sobre administração da oferta nas igrejas, é baseado no estudo “Expondo as Escrituras”; ministrado pelo Pastor Augustus Nicodemus na Primeira Igreja Presbiteriana no Recife e no Comentário Bíblico de II Coríntios escrito pelo Pastor Hernandes Dias Lopes.

Sem dúvida a administração da oferta nas igrejas é um tema bastante importante, pois o mundo acusa a igreja de ser infiel. Embora, infelizmente, não podemos negar que há igrejas e pastores regidos pelo lucro, amor ao dinheiro, ganância.

O Pastor Hernandes Dias Lopes nos lembra que essa desqualificação não é algo atual. Judas Iscariotes, por exemplo, era apóstolo de Cristo, mas era ladrão.

Assim, Paulo, em II Coríntios 8. 16-24 fala sobre as meditas adotadas na administração da oferta nas igrejas. Tudo feito com transparência, afim não gerar dúvida, desconfiança.

Com relação a essa oferta, é bom ler os estudos anteriores. Mas, de forma resumida, depois de um ano, os corintos não completaram a oferta prometida (e é por isso que Paulo escreve os capítulos 8 e 9 de II Coríntios). Diante dessa situação, Paulo estimula falando da generosidade dos macedônios, os princípios da oferta e as meditas para garantir que a administração da oferta seja feita corretamente.

Medidas para a administração da oferta

Em primeiro lugar, Paulo pressentia o perigo. No versículo 20 vemos que ele se preocupava, por isso tomava precauções. Paulo administrava a generosa oferta, mas temia que seus inimigos o acusassem de usar dinheiro para benefício próprio. Estes inimigos, conforme visto nos estudos anteriores, queriam lançar dúvidas sobre o caráter de Paulo. Então Paulo não queria dar oportunidade para isso. Em I Coríntios 9. 11-12, vemos que Paulo se sustentava para não ser um obstáculo para a pregação do evangelho. Ele simplesmente fazia de tudo para evitar acusações.

Em segundo lugar, as seguintes precauções foram tomadas:

  1. Paulo resolveu que não ia a Corinto pegar o dinheiro. Para isso ele nomeou uma comissão com três pessoas (Tito – versículos 16 e 17, “um irmão” – versículo 18 e “nosso irmão” – versículo 22) para ir a Corinto pegar a oferta. Sem dúvida era para ter esse cuidado na igreja hoje. É importante ter pessoas na administração da oferta, para o pastor não fazer isso diretamente.
  2. A comissão era composta por pessoas confiáveis.As qualidades eram:
    1. Voluntários: versículo 16 e 17. Ninguém ganhava nada. Tinham um zelo, um cuidado voluntário.
    2. Versículo 18-19 mostra que um foi eleito, nomeado pelas igrejas.
    3. Tinham o reconhecimento da igreja (versículo 18).
    4. Eram experimentados, versículo 22. Zelo.
    5. Vida que honravam, glorificavam a Cristo, versículo 23.
    6. Mensageiros da Igreja. Eram apóstolos no sentido de representantes, alguém enviado a cumprir uma missão. E não apóstolos como os 12 discípulos e Paulo, que eram apóstolos de ofício, tinham esse cargo.

Duas razões para tanto cuidado na administração da oferta

  1. versículo 20 – evitar acusações
  2. versículo 21 – o cuidado de Paulo em proceder honestamente tanto perante a Deus quanto diante dos homens. Certamente prestaremos contas a Deus, mas é importante a imagem diante das pessoas. Da mesma forma que Paulo expressou essa preocupação, devemos ter cuidado também. Inegavelmente Deus sabe de todas as coisas, mas é importante demonstrar isso às pessoas.

Exortação (versículo 24)

  • Já que Paulo tinha todo o cuidado em proceder de forma honesta, os corintos deveriam manifestar a prova de amor, que seria a generosidade em contribuir. Sem dúvida, generosidade em contribuir prova a conversão.
  • Paulo tinha falado tão bem dos corintios que queira que eles agissem de acordo. Isto para Paulo não sair com uma fama de mentiroso diante da comissão.

Aplicações

  • devemos ser generosos com os pobres e com o sustento, manutenção da igreja.
  • dinheiro é questão teológica. Paulo usa o capítulo 8 e 9 de II Coríntios para falar sobre isso. Certamente Paulo fez um apelo teológico. Dinheiro é questão espiritual, pois a maneira que usamos o dinheiro revela nosso coração.
  • temos que ser corretos na administração da oferta, do dinheiro diante de todos.
  • as igrejas devem estar abertas para exibir o movimento financeiro aos membros.

Todo esse cuidado era porque Paulo queira evitar acusações, escândalos. E é por isso que oramos pedindo que Deus abençoe a igreja brasileira.

No final deste estudo, o Pastor Augustus Nicodemus dá uma palavra sobre aquelas pessoas traumatizadas por falsos profetas gananciosos. Ele fala que a Bíblia explica que há a forma de administração correta do dinheiro. Nem toda igreja é errada; nem todo pastor é desonesto.

E, por fim, no comentário escrito pelo Pastor Hernandes Dias Lopes, ele fala como Warren Wiersbe sintetiza e conclui esta temática de contribuição. Ele oferece “quatro importantes princípios sobre a contribuição cristã;1) ela começa com a entrega da nossa própria vida ao Senhor (8.1-7); 2) ela é motivada pela graça (8. 8,9); 3) ela requer fé (8.10-15); 4) ela requer também fidelidade (8. 16-14).

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