Alceste

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Alceste é uma tragédia grega. Um texto de Eurípides que foi um dos espetáculos teatrais apresentados e m Atenas no século V a.C.

Na versão que li, há um comentário que esta obra é uma exaltação ao amor conjugal, que atinge o mais sublime heroísmo. O amor conjugal, tão banalizado hoje. Todavia, devemos seguir a bíblia e Deus diz que no casamento, homem e mulher se tornam uma só carne. E nesta obra vemos que nem pai e nem a mãe fez o que a fiel e amorosa esposa de Admeto fez.

Antes de continuar o texto, quero deixar claro que meu objetivo não é dar spolier, mas que você fique com vontade de ler esta obra.

Alceste, mulher virtuosa

Alceste é uma mulher virtuosa, esposa  e mãe dedicada. É incrível quando até os servos a admiram e uma diz que ao saber o que ela faz no interior do lar a admiração seria aumentada. Sem dúvida, isso me levou a pensar na mulher de Provérbios 31.

A dedicação ao marido, que tanta amava era nítida. Ela era fiel ao ponto de fazer um sacrifício. Aqui, vejo como ela tratava, servia o marido (homem que a bíblia diz que a mulher deve ser submissa). Mas dizem que a mulher será livre sendo submissa a um chefe que não a ama como Cristo amou a igreja (isso é o que a Bíblia ordena aos maridos).

Amor ao próximo

Nessa obra, também vemos o cuidado dela pelos filhos; a preocupação com sua filha, pois o filho teria o pai, mas quem ensinaria à filha "coisas de mulher"? Ela também não queria que nenhuma madrasta os maltratassem. Observamos que ela não pensa em si, mas nos seus. É isso que é pregado no mundo? Claro que não! A moda é cada vez mais amar a si, pois pensam que esse é o mandamento: amar a si para depois amar os outros. Mas, de uma maneira bem simples, poderíamos interpretar essa fala de Jesus assim: "Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como você já se ama". Não podemos negar, nos amamos demais.

A própria Bíblia diz que o homem nunca odiou sua carne (Efésios 5. 9). Já li que até casos quando nos revoltamos, nos entristecemos, ficamos com baixa autoestima etc é poque percebemos que o outro não nos valoriza na proporção que gostaríamos.

Lembro de ter lido um texto de um conselheiro bíblico que explicou isso muito bem, pena que não encontrei. Porém, se eu achar, atualizo esse texto.

Hospitalidade

Um dos temas abordado nesta obra é a hospitalidade. Mesmo em um momento difícil, Admeto faz questão de receber o amigo. Inegavelmente, a hospitalidade era valorizada na cultura grega. De igual modo vemos exemplos bíblicos e de cristãos de outras épocas. Basta olharmos para os reformadores. A gente foca tanto na doutrina, na letra em si (e às vezes só usamos para discussões bobas), mas são poucos que seguem o exemplo daqueles homens tão admirados. No livro Grandes Mulheres da Reforma, por exemplo, quantas inspirações temos ali de hospitalidade e serviço ao próximo!

Pérola perdida

Lembro de um professor meu, do curso de aconselhamento bíblica. Ele comentou que a hospitalidade é uma pérola perdida. O mais comum são os hotéis, as pousadas. Achamos que sempre estamos incomodando. E, algumas vezes, realmente, não queremos ser incomodados. Preferimos nos fechar no nosso mundinho egoísta a ter a oportunidade de" hospedar anjos". Às vezes, achamos trabalhoso ter pessoas em nossas casas, porque queremos mostrar uma realidade de casa impecável que os nosso não desfrutam. Mas, que tal arrumarmos a casa para os nossos, servi-los em amor também nesse aspecto e, quando os de fora viessem, não precisaríamos ficar naquela correira apenas para causar uma boa impressão. Sobre isso, estou lendo sobre métodos que facilitam e um deles é o Fly Lady. Além de ler sobre o minimalismo.

Já está na hora de nós, cristãos atuais, ver com mais atenção a hospitalidade, a visitação, que, inegavelmente, são princípios bíblicos. E, quando for a nossa vez de ser visita, não vamos achar que estamos em um hotel, mas colocar a mão na massa e ajudar nos serviços da casa também. Acredito que assim será leve para todos e sobrará mais tempo para desfrutar da companhia.

Assim como a casa de Alceste, que a nossa também seja acolhedora. Que Deus nos ajude!

Nada novo debaixo do sol

Teve uma parte que me lembrei de Eclesiastes, quando fala que não há nada novo debaixo do sol. Há um trecho que o coro deixa isso bem claro a Admeto.

Diante de tudo isso, a única coisa que faço é recomendar que vocês leiam essa obra! A leitura é rápida. Eu deverei ter cronometrado, mas, acredito que em duas horas, no máximo, dá pra ler.

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