II Coríntios 5. 6-10

Esta é a segunda mensagem de como encarar o sofrimento, através de confiança e esforço.

Neste dia, o Pastor Cláudio iniciou lendo Salmo 119. 65-72

Tens feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra. Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos. Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Tu és bom e fazes o bem; ensina-me os teus decretos. Os soberbos têm forjado mentiras contra mim; não obstante, eu guardo de todo o coração os teus preceitos. Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata. 

Paulo explica os motivos do seu sofrimento (vaso de barro quebrado para manifestar o tesouro). Por isso, Paulo não desanimava, renovava o ânimo para continuar o trabalho; era um misto de confiança e esforço. Não focava no sofrimento, mas via o macro. Assim como o apóstolo, precisamos também ter essa percepção, essa perspectiva eterna.

Certamente Paulo sabia que não poderia comparar o sofrimento presente com a glória futura que esta reservada para nós (Romanos 8. 18).

E por isso ele nos relembra os três contrastes:

Primeiro: homem físico, que se deteriora e o homem interior que se renova.

Segundo: a leve tribulação e a glória intensa na eternidade

Terceiro: coisas visíveis, temporárias, por exemplo, o sofrimento e as coisas invisíveis (a eternidade).

Paulo vivia na esperança da ressurreição futura e por isso nos deu mais dois motivos para encarar sofrimento.

Motivos para encarar o sofrimento com confiança e esforço

O primeiro é que Paulo confiava, tinha convicção e bom ânimo aqui neste mundo, ou seja, ele não permitia que as dificuldades, as circunstâncias atrapalhassem seu trabalho. Pois o Espírito Santo testificava e isso o fortalecia. Apesar da situação, ele confiava em Cristo e nas promessas futuras.

Paulo andava por fé e não pelo que via (ver Cristo só será possível na eternidade). O fato de que o justo viverá por fé (Hebreus) é tanto no antigo quanto no novo testamento. Sem dúvida isso dá confiança para enfrentar as adversidades presentes.

Entretanto, para andar por fé não é necessário aparição, algo extraordinário (às vezes essas coisas dão aberturas para misticismo, seitas…), pois já sabemos que vamos ser perseguidos e o que nos espera no futuro. Se Cristo foi perseguido, nós também seremos.

Ao enfrentar o sofrimento com confiança e esforço, Paulo nos mostra o exemplo de desejar o céu e não querer ficar aqui.

Seitas

Como falado anteriormente, de fato vemos que muitas seitas surgem por querer ver coisas sobrenaturais (Gálatas 1.8), como por exemplo, aparição de anjos. Dessa forma percebe-se o perigo das experiências, pois querer viver por experiência e não for fé é perigoso.

Confiança e esforço

Assim como já foi falado em vários textos sobre II Coríntios, o sofrimento produz o desejo de não se apegar a esse mundo, mas desejar as coisas eternas. A fim de vivermos pelo evangelho que Deus revelou e não pelo que vejo. Essa realidade do evangelho faz o povo de Deus ter confiança e esforço diante das situações desta vida, pois eles creem nas Escrituras e sabem que a soberania de Deus não anula a responsabilidade humana, logo se esforçam. Ciente que este esforço é para agradar a Cristo e não receber algum mérito.

Esforço para agradar a Cristo

Sem dúvida isso é o contrário da teologia da prosperidade, pois Deus não existe para nos deixar felizes. Nosso objetivo não é ser feliz, mas glorificar a Deus, agradar a Deus.

Merecíamos o inferno, porém Deus nos amou e é justamente por isso que devemos agradá-Lo.

Em suma, nossa vida é para agradar a Cristo e não a nós mesmo!

Gratidão

No versículo dez Paulo fala da alegria da salvação e por isso quer agradar a Deus. Paulo sabe que o Senhor virá como um justo juiz e julgará a todos.

Cada um receberá naquele dia o que merece. Todavia é importante deixar claro que Deus é quem nos dá tudo (Efésios 2. 10). Sem dúvida Paulo reconhecia que tudo vinha de Deus, até mesmo a salvação. Desse modo, os eleitos são considerados justos por graça.

Diante disso, Paulo tinha consciência que fez o que tinha que fazer e não tornou vã a graça de Deus (II Coríntios 6.1). Paulo não foi negligente, pois sabia que seus atos tinham consequências eternas. Ele guardou a fé e não desanimou (II Timóteo 4. 6-8).

Paulo tinha ciência do grande dia que está por vir. Isto trazia alegria para ele. Pois saber que Deus é misericordioso, gracioso é algo maravilhoso! Merecíamos o inferno, conduto Deus nos declara justos e ainda nos recompensa.

Por fim não podemos esquecer que estamos numa peregrinação, andamos por fé até chegarmos naquele grande dia e o gozo está na glória com Cristo e não neste mundo caído. Além do que temos que agradar a Cristo e não realizar nossos sonhos. Isso é porque nossa felicidade deve estar em fazer a vontade de Deus e a recompensa futura é também pela graça, pois só produziremos aquilo que Deus determinou (e Ele só exige o que nos deu). E isso torna sem lógica qualquer comparação.

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