II Coríntios 7.2-7

Consolo

Neste trecho, vemos como Deus tem suas maneiras de trazer consolo para seu povo. Um exemplo foi a alegria de Paulo ao receber Tito e ouvir dele boas notícias (Tito tinha sido enviado para Corinto para ver a igreja).

Logo no início, o Pr. Augustus Nicodemus faz um resumo para contextualizar quem possivelmente estava indo ao estudo pela primeira vez (você pode ler os outros textos clicando aqui). A contextualização foi para explicar as quatro cartas endereçada à igreja de corinto.

A primeira carta se perdeu, a segunda carta é a de I Coríntios que temos na Bíblia, a terceira é a chamada carta severa, que também se perdeu e a quarta carta é esta que estamos estudando (II Coríntios).

Três momentos de consolo

1. De Paulo aos corintos

Primeiramente, em II Coríntios 7. 2-4 Paulo continua o apelo para que a igreja o recebesse com sinceridade, afeto e dá três razões:

  1. Paulo não os tratou com injustiça;
  2. Nunca corrompeu ninguém, nunca levou ninguém ao prejuízo;
  3. A ninguém explorou.

Paulo deixou claro que não estava dizendo isso para os condenar por causa da ingratidão, mas porque eles estavam no coração. Assim Paulo dissipa sentimentos de culpa; deixa a igreja tranquila. Em seu comentário sobre II Coríntios, O Pr. Hernandes Dias Lopes diz: “Paulo explica para a igreja que o propósito de enviar-lhes a carta dolorosa não foi para feri-los com a espada da tristeza, mas curá-los com o bisturi do genuíno arrependimento”.

Especificamente no versículo 4 vemos que Paulo tem orgulho do corintos – franqueza, confiança.

2. De Tito para Paulo

E, no meio da tribulação, Tito traz boas notícias! A chegada de Tito é como bálsamo. Houve júbilo, ouve consolo! Deus trouxe conforto, pois em II Coríntios 2. 12-13 vemos como Paulo estava preocupado porque Tito não estava.

As boas notícias que Tito trouxe foi que a igreja de Corinto recebeu bem a carta severa, houve disciplina, além de amar a Paulo.

Aqui já percebemos que Paulo era vulnerável às aflições dessa vida. Tinha lutas. Era perseguido. Sem dúvida ele temia que a obra em Corinto se perdesse, que o povo se desviasse por causa dos falsos mestres.

Todavia, há consolo, pois Deus conforta os abatidos.

Certamente as aflições nem sempre são uma deficiência espiritual, falta de fé, pois a aflição faz parte da humanidade, da natureza pecaminosa. Paz eterna, tranquilidade, só na glória. Entretanto, não há dúvida que Deus conforta, consola.

3. Dos corintos para Tito

No versículo sete vemos que Tito foi bem recebido pelo corintos (certamente estavam com saudade de Paulo, choraram com a carta e sentiram a ofensa que tinham causado).

Verdadeiro amor cristão

Paulo é um exemplo. Ele queria reconciliação, queria notícia. Não há mágoa, ressentimento. Há perdão, há busca por reconciliação (quatro cartas, duas visitas), Paulo insiste. (Que Deus nos ajude a sermos assim também, pois, às vezes, preferimos buscar distância e não reconciliação).

Consolo e outras conclusões

Inegavelmente Deus consola. Ele conforta através das circunstâncias, da providência, das coisas comuns.

Neste trecho, também é visível que às vezes esperamos o pior das pessoas, da situação. Foi assim também com Paulo: ele temia que os corintos se desviassem para os falsos profetas.

Infelizmente, tendemos a ser pessimistas. Ficamos preocupados com o futuro, mas quando acontece não é nada de mais. Isso é porque nossos temores exageram a situação, mas Deus nos surpreende. Por isso é importante conhecermos as Escrituras e nos apropriarmos de tudo o que está escrito nela.

O trecho que mais uso em situações difíceis, e que também foi dito neste estudo pelo Pr. Augustus Nicodemus, é Romanos 8.28-29. Pois tudo coopera para o bem e esse bem é nos deixar cada dia mais parecidos com Cristo. Assim, Descansemos nesta verdade.

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