Efésios 4. 7-16

Dons

Acredito que eu já tenha falado por aqui, mas vou repetir (caso este seja o primeiro texto que você lê por aqui) uma coisa que geralmente escrevo. Minha forma de estudar é escrevendo, principalmente se é para falar, apresentar. E esse texto é fruto disso. dei um estudo no pequeno grupo que participo e o texto foi em Efésios 4. 7-16. Ele trata sobre dons, cita alguns exemplo e a sua finalidade.

Entendo que há polêmicas sobre os dons, mas o objetivo é nos limitarmos ao que este texto diz.

Carta aos Efésios

Antes de falar sobre o texto em si, é bom vermos um pouco sobre a carta de Paulo aos efésios de uma forma geral. Ele escreveu quando estava preso em Roma. Ela basicamente fala que o fundamento da Igreja é Jesus e que intenção básica era mostrar a origem e o propósito do povo de Deus. Como nas demais cartas (aqui no blog, até o momento, tem estudos em II Coríntios e I Timóteo), Paulo encoraja os irmãos, os exorta a perseverar, os ensina a sempre olharem para Cristo, não importando qual fosse a situação. Paulo tinha muito zelo, preocupação mesmo, pois os falsos mestres eram bem atuantes.

Geralmente, em suas cartas, Paulo dá uma base doutrinária e depois vai para as aplicações do que foi ensinado. Até porque devemos ser praticante da Palavra e não apenas ouvintes (Tiago 1.22). E Efésios tem 6 capítulo e, o terceiro capítulo termina com um amém. Aqui a gente já vê a divisão da carta. Inicia falando das bençãos espirituais em Cristo, da nossa redenção, nossa união com Cristo. Ele inicia o capítulo 4 com o termo “rogo-vos” e fala para que andemos de acordo com a nossa vocação, a viver de acordo com as bençãos recebidas, de acordo com a salvação. E está é “obtida” pela fé e a fé é um dom de Deus. Percebemos que isso deixa bem claro que na salvação não há nenhum mérito humano, é tudo graça.

Efésios 4. 7-16

A partir do versículo 7 até o 16, Paulo fala sobre a origem e propósitos dos dons que o Senhor distribui ao seu povo. Todo crente tem dons e há particularidades nestes, revelando a diversidade que há no corpo de Cristo.

Essa diversidade se dá porque no corpo de Cristo há uma distribuição de dons para cada indivíduo. Não existe nenhum crente sem dom e este deve ser usado para edificação dos demais membros do corpo.

Aqui já vemos que os dons não resultam de nossa habilidade, pois inegavelmente tudo vem de Deus. Precisamos ter o cuidado de usá-lo conforme o Senhor ordena, pois não é para benefício próprio, porém do corpo. Jamais para nossa própria glória, mas para a de Cristo. Os dons não têm origem em nós, mas sim em Deus e os recebemos do Espírito Santo por causa da obra de Cristo.

Tudo é para glória de Deus e bem do seu povo, por isso o povo de Deus vive em comunidade. Não é possível ser cristão sozinho, é antibíblico! O nosso é exemplo é Cristo. Ele sendo Deus, se humilhou em forma de homem. Se ele pensasse primeiro nele para amar o povo que salvou, ele jamais teria feito o que fez. Ele se sacrificou por nós e, se somos cristãos, devemos imitá-lo.

Dons

Sem dúvida, há inúmeros dons, entretanto vou falar dos tratados no texto em questão.

O primeiro tipo é o de apóstolos. E as qualificações para ser um apóstolo era ter conhecido Jesus pessoalmente, ter sido testemunha ocular da sua ressurreição e ter o ministério validado por milagres especiais. Por isso não existe mais apóstolo hoje.

Outro dom que também não existe mais é o de profeta, como era no antigo testamento, mas no novo testamento, pode ser considerado alguém que proclama a Palavra de Deus. E o objetivo é de edificação, exortação e consolação.

Um outro dom é o de evangelista que são os missionários itinerantes, por exemplo. São aqueles pessoas que percebemos que têm uma maior facilidade de chegar numa pessoa, evangelizar. Assim, esse dom seria basicamente quem prega o Evangelho. Todavia, devemos ter em mente que é função de todo cristão anunciar Cristo, mesmo tendo pessoas mais “habilidosas”.

E, por último, o dom de pastores e mestres, que são os que ensinam, que conduzem e instruem o rebanho de Deus.

Propósito do dons

Todavia, como falei anteriormente, os dons não não para benefício próprio. São para o aperfeiçoamento dos santos, são para desempenhar serviços espirituais, pois estes não exigidos apenas dos líderes, porém para que o corpo seja edificado, para que haja maturidade e crescimento. Para que, como diz no texto, não sejamos levados por qualquer vento de doutrina, mas que desenvolvamos os dons que Deus nos deu, não os escondamos. Mas sirvamos uns aos outros, como Cristo fez (Ele é nosso exemplo), pois é assim que servimos a Deus.

Por isso, sejamos gratos pelos dons e não murmuremos por não termos determinados dons. Se tivermos esse pensamente é bom refletirmos qual nosso real objetivo. O corpo tem órgãos que são mais vistos e até considerados mais importante, mas se der problema em alguns vasos que a gente nem sabe o nome, a consequência pode ser bem trágica. E assim é conosco, nenhum dom é mais ou menos importante que outro, o corpo precisa de harmônia, equilíbrio e isso só é possível com cooperação mútua. É Senhor é quem distribui. Ele sempre sabe o que faz; nós, nem sempre, e tudo é graça.

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