II Coríntios 1. 1-2

Toda segunda-feira, na Primeira Igreja Presbiteriana do Recife, terá estudos sobre II Coríntios. Se Deus quiser, irei todas as segundas e compartilharei aqui no blog. Para isso, usarei não só o que foi dito nas segundas-feiras, mas também o comentário bíblico de II Coríntios escrito por Hernandes Dias Lopes. No dia 04/02/2019, o primeiro estudo, ministrado por Augustus Nicodemus, foi em II Coríntios 1. 1-2.

Introdução

Logo na introdução, o Pr. Nicodemus relatou que há algumas cartas que falam que Paulo não escreveu, mas a de Romanos, I e II Coríntios e Gálatas, não há dúvidas!

Hernandes Dias Lopes diz que a palavra-chave desta carta é consolo. E a fonte do consolo era esta verdade: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Esta carta tem o estilo das cartas normais da época, onde o nome e saudação do remetente eram trazidos no início.

Apóstolo

Ao iniciar, Paulo se apresenta como apóstolo, representante de Cristo. Isto no sentido mais elevado da palavra. Defendendo sua identidade apostólica (autoridade).  Automaticamente ele “defendia” o evangelho, pois falsos metres ensinavam falsas doutrinas. Paulo se defendia para validar o que falava.

Lembrando que apóstolo nesse sentido só há os 12 discípulos (Matias no lugar de Judas Iscariotes) e Paulo, o apóstolo dos gentios. O termo apóstolo também era usado para pessoas que eram enviadas das igrejas para realizar uma missão, mas não como os citados acima.

É como Nicodemus diz “Apóstolo bom, é apóstolo morto”. É, desde a época de Paulo tinha gente que queria ser apóstolo de qualquer jeito.

Convicção e lealdade

Paulo demonstra a convicção do seu chamado, que era pela vontade de Deus e não pela vontade dele. Mostra também estima por Timóteo, valorizando-o e não o vendo como um concorrente. Precisamos ter convicção também do nosso chamado, só assim não vamos temer concorrências e estimaremos as pessoas. Seremos leais nos relacionamentos.

Carta a uma igreja problemática

A carta é destinada a Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos de toda a Acaia. Não podemos esquecer que ele chama de Igreja de Deus a igreja de Corinto, a mais problemática do Novo Testamento. Famosa pela corrupção, depravação. Paulo escreve justamente com o objetivo de pastorear, já que as cartas dos apóstolos substituíam a sua presença.

Graça e Paz

No segundo versículo, Paulo traz uma oração. Ele roga as bênçãos mais excelentes sobre a igreja.

“A graça seja contigo” – gregos; os judeus eram “paz”. E os cristãos juntam: graça e paz.

No seu comentário, Hernandes Dias Lopes diz: “Graça e paz era a típica saudação apostólica aos crentes. Essas duas bênçãos sintetizam a essência da salvação. A graça é a causa da salvação e a paz é o resultado dela”.

Trindade

Sempre há associação nos versículos com Deus pai, Jesus e há os que incluem o Espírito Santo. Isso “respalda” a Trindade.

Bons pastores numa igreja complicada

Esta carta mostra que quando uma igreja é ruim, nem sempre é culpa da liderança. Paulo, Apolo, por exemplo, foram pastores de lá, mas a igreja era “nó cego” (expressão comum no nordeste que significa difícil, complicado).

Visitas e quatro cartas para uma igreja difícil

Em Atos 18 foi a primeira visita de Paulo em Corinto. Este foi o início da Igreja.

Em I Coríntios 5.9-10 fala de uma carta que foi escrita antes de I Coríntios, mas que se perdeu.

Em I Coríntios 1. 11 foi informada sobre a situação da igreja.

A carta de I Coríntios foi lida, mas não fez efeito. Há relatos de outras visitas de Paulo, para ver se as coisas naquela igreja davam certo.

A carta severa

Em II Coríntios 2.4; 7.8,12 temos a “carta severa”, que seria a 3ª carta àquela igreja, que também se perdeu, mas produziu efeito. Timóteo traz boas notícias da igreja, mas os falsos mestres ainda continuavam lá.

Esta II carta de Paulo aos Coríntios na verdade foi a quarta carta escrita para aquela igreja. Mas descansemos na providência divina em nos entregar duas cartas. Elas fazem parte do cânon bíblico.  

Deus nos ajude a termos uma vida baseada apenas pela Palavra a nós revelada.  

Adelaine de Sousa

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