II Coríntios 1. 3-7


II Coríntios 1. 3-7. O sofrimento do cristão

E ontem, 11.02.2019, foi o segundo dia do estudo da segunda carta aos Coríntios. Se quiser ler o texto anterior sobre esse tema, clique aqui.
O Pr. Cláudio expôs II Coríntios 1. 3-7. Ele explicou sobre a diversidade religiosa/cultural e como o apóstolo Paulo aproveitou essa situação e iniciou seu trabalho com aquele povo (Atos 18.1-4).

Um dos objetivos dessa carta foi a defesa do apostolado de Paulo e combate aos falsos mestres. Tinham pessoas que usavam o sofrimento de Paulo para dizer que ele não era de Deus. Com isso já é nítida a semelhança com a atualidade: a teologia da prosperidade vê o sofrimento de maneira contrária à Bíblia.

Lista dos trechos bíblicos que mostram os sofrimentos do apóstolo Paulo. Mostra o sofrimento do cristão.

Em II Coríntios 1. 3-7, Paulo inicia exaltando a Deus por quem Ele é. Ele é Pai de Jesus, pai de todas misericórdias (Ele é a fonte de toda misericórdia que faz com que não recebamos o que merecemos) e pai de toda a consolação (só nele temos consolo profundo, verdadeiro, eterno).

Um trecho parecido está em Efésios 1. 3, onde Paulo louva a Deus pelas coisas que Ele fez no passado e em I Pedro 1.3 onde, em meio a uma situação de ameaça de morte, havia esperança no Deus de ressurreição; Paulo louva  Deus pelas bênçãos do futuro.

Hernandes Dias Lopes traz em seu comentário desta carta que “a palavra eulogeo ‘bendito’, é uma forma judaica de louvor a Deus, reconhecendo-o como fonte de todas as bênçãos”.

Mas qual seria o objetivo dos servos de Deus passar por sofrimento?

Servir a Cristo não livra de sofrimento.

No versículo 4 do texto em exposição, vemos que Paulo era consolado, confortado por Deus e assim podia consolar outros.

Hernandes Dias Lopes diz que “a palavra paraklesis, ‘encorajamento, conforto, consolação’, denota o ficar ao lado de uma pessoa para encorajá-la enquanto estiver suportando pesadas provas”.

Temos a promessa de que não seremos provados além das nossas forças (I Coríntios 10.13).

Há várias formas de consolo: palavras, pessoas… (II Coríntios 7. 6-7,13). Hernandes Dias Lopes ainda diz: “Antes de trabalhar por meio de nós, Deus trabalha em nós. Antes de Deus nos usar, ele nos molda. Nós somos nossas próprias ferramentas, e elas precisam estar afiadas. O sofrimento é o fogo que nos depura, limpa-nos e fortalece-nos”. A angústia que passamos nos ensina.

No versículo 5 Paulo começa a falar sofre os sofrimentos do povo de Deus. Cristo sofreu por nós e participaremos disso, mas também participaremos da glorificação (II Coríntios 4. 10,15; Colossenses 1. 24).

Há sofrimento, mas também há suprimento de graça!

O sofrimento evidencia que Paulo é apóstolo de Cristo; ele continua os sofrimentos de Cristo – sofrimentos suportados por causa de Cristo.

O versículo 6 traz a verdade de que o nosso sofrimento traz consolo e salvação para outros. O sofrimento de alguns abre as portas para a salvação de outras pessoas. E quando somos consolados, somos instrumentos de estímulo e consolação para outros que estão passando por provações. É por isso que o cristão precisa ser paciente.

No versículo 7 tem a prova que os cristãos não são poupados do sofrimento e que também têm conforto em todos os momentos difíceis. Um detalhe, é que apesar de todos os problemas na igreja de Corinto, a igreja era de Deus.

O pastor Cláudio nos lembra do sermão do monte; nos lembra que sofremos fazendo o bem. Essa conduta incomoda e por isso somos perseguidos (Mateus 5. 11), mas que a nossa luz resplandeça e nossas obras glorifiquem a Deus (Mateus 5. 16).

A perseguição, o sofrimento é a marca do crente: Romanos 8.17; Tiago 1.2-4 (amadurecimento).

É por isso que pastores, presbíteros sofrem. Eles são canais de Deus. Deus disciplina a quem ama. Quebranta, mas consola. Devemos orar por nossos líderes.

Precisamos descansar em Deus, que tem o controle de tudo. Devemos ser pacientes na provação. Sofrer para consolar outros e nunca esquecer Romanos 8. 28-29.

E, para concluir, sofrimento não é evidência de pecado; quem diz isso é a teologia da prosperidade (apesar do pecado trazer sofrimento).

Sofrimento é a marca do cristão. Nenhum sofrimento é em vão: ficamos mais parecidos com Cristo!

Spurgeon diz, no seu livro devocional, na manhã do dia  12 de Fevereiro que  “há uma proporção abençoada. O Soberano da Providência tem uma balança – naquele lado Ele coloca as provações de Seu povo, e naquele, coloca suas consolações. Quando a balança da provação estiver quase vazia, você descobrirá sempre que a balança da consolação estará quase na mesma condição; e quando o prato da provação estiver cheio, o da consolação estará tão pesado quanto ele. (…) nenhuma oração é tão calorosa quanto aquela que vem das profundezas da alma, por grandes provações e aflições. Portanto elas nos trazem a Deus, e ficamos mais felizes; pois a proximidade de Deus é felicidade. Venha, cristão aflito, não se preocupe com seus pesados fardos, pois eles são arautos de grandes misericórdias”.

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