Intercessão e segurança

Intercessão e segurança

Mais uma vez trago aqui o texto de um estudo ministrado no pequeno grupo. É sobre a vida no Espírito: intercessão e segurança e o texto base é Romanos 8. 26-28. E, como eu tenho o costume de sempre escrever o que vou falar, aproveito para compartilhar com vocês.

Antes de começar a falar do estudo, quero dizer que Romanos 8. 28 é um dos meus versículos preferidos. Inegavelmente, é bom saber que nada foge dos planos eternos de Deus.

Carta aos Romanos

Primeiramente, julgo importante falar um pouco de como é rica essa carta! Pois Paulo trata de vários temas essenciais. Ela é basicamente sobre o conteúdo do Evangelho que Paulo pregava. E, coincidentemente, atualmente estou fazendo meus devocionais nesta carta.

Especificamente, o capítulo 8 trata sobre a vida no Espírito. E, nos versículos 26 ao 28, vemos sobre intercessão e segurança.

Intercessão e Segurança

Romanos 8. 26-28: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Intercessão

Sobre os versículos 26 e 27, amei o comentário de William Barclay!

Ele começa falando que “Os primeiros dois versículos desta passagem formam um dos textos mais importantes de todo o Novo Testamento sobre a oração. Paulo está dizendo que, por causa de nossa fraqueza, não sabemos por que orar, mas as orações que nós deveríamos oferecer são oferecidas por nós pelo Espírito Santo de Deus“. Ele ainda traz uma frase de C. H. Dodd : “A oração é o divino em nós apelando ao divino sobre nós.”

Sem dúvida, pela Palavra, temos consciência que não sabemos orar corretamente. Em Tiago, por exemplo, no capítulo 4, final do versículo 2 e o 3 diz: “Não tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”.

Também em Tiago 4. 13-17 vemos a falibilidade dos projetos humanos, pois não sabemos o que ocorrerá conosco.

Assim, entendemos que não sabemos orar como deveríamos porque não sabemos o futuro. E, conforme Barclay diz, ” podemos pedir coisas que seriam para nosso dano final, simplesmente porque não podemos ver o futuro e saber o que vai acontecer”.

Além disso, definitivamente, por causa da nossa condição limitada, não sabemos o que é melhor para nós. Deus é onisciente! Apenas ele sabe de tudo, pois só ele é Deus. Nossa mente finita não consegue compreender todas as coisas. Às vezes, podemos pedir coisas que pode nos prejudicar. Por isso, devemos dar graças a Deus que é ele que conduz nossa vida e ainda intercede por nós.

Deus é o criador e nós suas criaturas

Deus nos criou e por isso sabe nossa real necessidade. É ele quem tem o plano eterno, perfeito. Por isso devemos dar graças porque temos alguém que intercede por nós. E essa pessoa é o próprio Deus! Para entender melhor, convido você para ler sobre a Trindade.

Desse modo, como diz Barclay, “a oração perfeita é simplesmente: “Pai, em tuas mãos encomendo o meu espírito. Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Essa foi a oração, o clamor que Jesus fez antes de sua morte. Em Lucas 22. 42 ele diz: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”. E, na cruz, ele clamou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23. 46). Ou seja, se o próprio Jesus (que é Deus) orou assim, é sábio fazer o que ele fez, afinal, somos cristãos.

Precisamos entender que é o próprio Deus que nos assiste em nossa fraqueza, que intercede por nós.

Segurança

Chegando no versículo 28, percebemos a garantia que temos por meio do Senhor. Alguns versículos anteriores, Paulo fala sobre os sofrimento do presente e as glórias do porvir, pois estas não podem ser comparadas (Romanos 8. 18). E esta é a nossa esperança.

Lendo as escrituras, vemos que o sofrimento não é algo raro. Podemos até dizer que o próprio cristianismo nasceu pelo sofrimento (sofrimento de Cristo). Contudo, de acordo com o versículo 28, temos a segurança que nada é em vão (e é falando sobre isso que a vontade de ler o livro de Elizabeth Eliott – O sofrimento nunca é em vão- aumenta).

Porém, automaticamente me lembrei de um livreto, que inclusive já postei por aqui. É o “Teus planos, Senhor, não fazem sentido…”, de Steve Viars, da editora Nutra Publicações. Ele fala muito sobre a passagem de Mateus 16. 21-22, que quando jesus fala sobre sua morte e ressurreição, que é o plano de Deus. Entretanto, vemos que o plano de Pedro para Jesus era bem diferente do de Deus.

Amor e sofrimento

O plano de Deus envolvia o sofrimento do seu filho por causa do pecado do homem. Steve diz: “Deus é santo. Ele não pode tolerar o erro. Sem derramamento de sangue não há perdão. Esses não são pensamentos agradáveis, mas Pedro deveria tê-los reconhecido como bíblicos. (…) Se Deus não poupou Seu Filho e pensou que era apropriado torná-Lo perfeito através do sofrimento, deveríamos ficar surpresos com o plano de Deus para nós?”

Os pensamentos de Deus são superiores

Devemos sempre lembrar que os pensamentos, os caminhos de Deus são infinitamente maiores que os nossos (Isaías 55.8-9), assim precisamos crer nisso ou vamos pensar que podemos planejar melhor que Deus.

E é por saber disso que esse versículo 28 é um dos meus favoritos, pois traz descanso, conforto. Saber que tudo, literalmente tudo, coopera para meu bem é maravilhoso!

Apesar dos problemas (quem escreveu esse versículo foi Paulo e sabemos como ele sofreu), tudo isso é coerente ao Evangelho, é prova de amor, por mais difícil que seja. No mesmo livro que citei acima, Steve diz: “Frequentemente, nossa definição de amor difere da de Deus. De acordo com a nossa definição, ninguém deveria sofrer. Mesmo que o maior ato de amor tenha envolvido um sofrimento tremendo. O sofrimento de Cristo não foi semelhante a qualquer sofrimento que possamos experimentar. Precisamos tirar uma lição disso. Muito do sofrimento que detestamos enfrentar pode ser, de fato, a opção mais amorosa.”

Claro que ninguém gosta de sofrer, mas é bom crer que nada é em vão. Tudo coopera para o bem. Nem sempre o bem imediato, todavia, sempre o eterno.

E uma coisa interessante que o mesmo livro traz é o fato de, mesmo Jesus tendo repreendido Pedro(Mateus 16. 23), uns capítulo depois, quando Jesus ora no Getsêmani (Mateus 26.39), ele ora e diz: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.”

Conclusão

E é assim que deve ser nossa atitude, ciente da intercessão e segurança. O Espírito intercede por nós e ele não faz nada fora da vontade do Pai, fora do plano eterno. Além disso, temos a segurança que tudo é para nosso bem!

Dessa forma, oro para que este texto sobre intercessão e segurança, seja edificante para você que lê, pois sei que redunda em glória a Deus.

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