O Pacificador

Como Solucionar Conflitos

Conflito
Edições:Brochura

Aprendendo a solucionar cada  conflito de forma bíblica

Antes de mais nada, fiz uma resenha deste livro para o blog Jovem Reformado. Entretanto este é diferente, pois aqui faço um resumo, colocando cada capítulo. Isto é prova do quanto gostei deste livro, pois todo mundo tem conflito, mas como povo de Deus, devemos buscar soluções de forma bíblica.

Prefácio

“Os pacificadores são pessoas que inspiram graça. Eles recorrem, continuamente, à bondade e ao poder de Jesus Cristo, e então trazem o seu amor, misericórdia, perdão, força e sabedoria aos conflitos da vida diária. Deus se alegra em inspirar a sua graça por meio dos pacificadores, e usa-os para dissipar a ira, aprimorar o entendimento, promover justiça, e encorajar o arrependimento e a reconciliação”. Ken Sande

A abordagem de solução de conflito pode ser resumida em:

  1. Glorifique a Deus
  2. Tire a trave do seu olho
  3. Restaure mansamente (mostre o erro piedosamente)
  4. Vá e reconcilie-se

Nenhum de nós é capaz de fazer isso por nós mesmos, mas por meio do evangelho o Senhor nos capacita a colocar as quatro abordagens ditas acima  em prática. Além disso, podemos contar com a ajuda da igreja local.

Na resolução de conflitos, o mundo pensa “o que parece bom e benéfico para mim?”, mas essa ideia egoísta é contrária à divina. Esta nos chama a demonstrar o amor de Deus. Conflito

Parte 1

Glorifique a Deus

Como posso agradar e honrar a Deus neste conflito?

O primeiro conflito relatado neste livro é de irmãos dividindo a propriedade que foi herança dos pais. E, por todos os irmãos dizerem que são cristãos, o conselheiro pergunta qual a diferença deles naquela situação para um ateu?

Certamente esta pergunta será sempre apropriada para nós também, pois crer em Deus deve fazer a diferença em nossa vida.

Capítulo 1: Os conflitos criam oportunidades

Neste capítulo o autor traz um gráfico das maneiras básicas de como as pessoas reagem a conflitos. Há as reações de fuga e as de ataque, mas a forma bíblica são as reações de pacificação.

Estas reações são ensinadas  nas Escrituras. “Quando você coloca em prática o evangelho e fizer das prioridades do Senhor as suas próprias prioridades, poderá converter cada conflito em um trampolim para um relacionamento mais íntimo com Deus e uma vida cristã mais satisfatória e mais frutífera”.

Capítulo 2: Viva em paz

Há três dimensões da paz: paz com Deus, paz com os outros e a paz consigo mesmo (que é fruto da paz com Deus e com os outros).  As três dimensões são inseparáveis.

Aqui também aborda as ações judiciais entre os crentes e diz: “A grande negligência da igreja, no cumprimento de suas responsabilidades tradicionais de pacificação, privou os cristãos de ajuda valiosa, contribuiu para o congestionamento do nosso sistema legal, e, o pior de tudo, prejudicou o testemunho da Igreja sobre Cristo”.

Capítulo 3: Confie no Senhor e faça o bem

Neste capítulo somos lembrados da soberania de Deus, do seu amor, da sua bondade e, quanto mais entendemos isso, mais fácil será confiar nEle. Assim seremos capazes de servi-lo como pacificadores até mesmo em circunstâncias difíceis.

Parte 2

Tire a trave do seu olho

“Quando admitimos que os nossos próprios pecados são tão sérios que Jesus teve de morrer por nós, e nos lembramos de que Ele nos perdoou por todos os nossos erros, podemos abandonar a ilusão de superioridade moral e admitir os nossos erros”. Ken Sande

Capítulo 4: Vale realmente a pena lutar por isso?

O fato de tirarmos a trave do nosso olho não proíbe a correção em amor, mas proíbe a correção prematura e inapropriada. Sem dúvida temos que lidar primeiramente com a nossa contribuição para o conflito para depois falarmos com os outros envolvidos. Antes de nos concentramos nos direitos, devemos ver nossa responsabilidade.

É preciso definir as questões, que podem ser materiais e/ou pessoais. É necessário analisar os custos que eventualmente pode ter, vendo se vale a pena lutar por isso, se isso é para o bem do Reino e, por isso, devemos ver a possibilidade de ignorar pequenas ofensas e abrir mãos de direitos.

Capítulo 5: O conflito começa no coração

Conflitos são desejos não satisfeitos em nossos corações. Estes, geralmente, convertemos em ídolos. Por isso devemos examinar cuidadosamente nosso coração para verificar se quem está controlando é Deus ou nossos desejos/ídolos.

Capítulo 6: Confissão traz liberdade

Através do Evangelho nosso orgulho e nossa tentativa de defesa são tirados e por isso passamos a admitir nossos erros.

Para ser um pacificador é necessário lidar de forma honesta com a sua contribuição para o conflito, pois assim será possível estar mais bem preparado para restaurar os outros mansamente.

Parte 3

Restaure com brandura e mansidão

“A comunicação piedosa normalmente leva a um melhor entendimento e acordo”. Ken Sande

Capítulo 7: Somente entre você dois

No conflito podemos servir até mesmos às pessoas que nos atacam demonstrando o amor de Cristo e dando testemunho do evangelho.

Na resolução de conflito o foco não é confrontar, mas restaurar e mostrar o erro de um irmão para ele mesmo é uma demonstração de amor.

Capítulo 8: Fale a verdade com amor

Com a ajuda de Deus podemos aprimorar a habilidade de ter uma comunicação que edifique, pois a língua dos sábios é saúde. Certamente, ser bom ouvinte é de suma importância para um pacificador.

Capítulo 9: Leve um ou dois com você

Aqui é a aplicação de Mateus 18.16. Há casos em que um intermediário é necessário e, para isto, podemos pedir ajuda a irmãos imparciais e piedosos e a igreja (isso após ter ido de forma particular). E, após seguir todos os passos bíblicos e chegar a ter o outro com um descrente, com todas as outras medidas esgotadas, pode ser o momento de ir aos tribunais. Mas mesmo assim é bom avaliar cuidadosamente o custo que pode ser passar para solução litigiosa. Casos assim podem fazer com que ocorra a perda de relacionamentos e não a restauração.

Este capítulo estimula o desenvolvimento de uma cultura de paz na igreja, pois isso ajuda a preservar os relacionamentos além de melhorar o testemunho de evangelização da igreja.

Parte 4

Vá e se reconcilie

Como posso demonstrar o perdão de Deus e encorajar uma solução razoável para este conflito?

“O perdão é uma escolha, uma decisão que você toma, pela graça de Deus, apesar dos seus sentimentos”. Ken Sande

Capítulo 10: Perdoe como Deus perdoou

Nós, os cristãos, somos o povo mais perdoado do mundo e é por isso que devemos ser o povo mais misericordioso também.

“O que aconteceria se Deus o perdoasse da mesma maneira como você está perdoando os outros nesta ocasião?” Não podemos ignorar Colossenses 3. 13b: “Assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”.  Mas certamente não conseguimos fazer isso sozinho; é somente pela graça de Deus que podemos perdoar como Ele nos perdoou.

Capítulo 11: Cuide também dos interesses dos outros

“Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Filipenses 2.4

Negociar durante um conflito não precisa ser um doloroso cabo de guerra, às vezes, como cristãos com somos apenas é preciso obedecer Filipenses 2.4. A partir disso podemos nos preparar de forma adequada para a negociação, com o objetivo de afirmar os relacionamentos, entender os interesses, buscar soluções criativas e avaliar opções de modo objetivo e racional.

Capítulo 12: Vença o mal com o bem

“Quando amamos os nossos inimigos e procuramos entender as suas necessidades, podemos glorificar a Deus e proteger a nossa alma do ácido da amargura e ressentimento”. Assim cumprimos Romanos 12. 21: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal como bem”.

Conclusão

(De forma bem objetiva, pois solucionar cada conflito de forma bíblica honra a Deus)

O compromisso do pacificador é se concentrar em Deus e não nos próprios desejos, por isso ele busca sempre agradar a Deus, assume suas responsabilidades no conflito, busca servir os outros no processo de restaurar de forma mansa, tentando demonstrar o perdão de Deus e encorajar para que o conflito tenha uma solução razoável.

Apêndice 

Como apêndices para auxiliar na resolução do conflito, o autor traz:

  1. Um com uma lista de tópicos do pacificador (tipo um checklist)
  2. Maneiras alternativas de solucionar conflitos (negociação, mediação, arbitragem, litígio e conciliação cristã)
  3. Os princípios da restituição (importante conceito bíblico)
  4. Quando é correto ir ao tribunal (Em I Coríntios 6. 1-8 vemos que isso é especificamente limitada). Este apêndice finaliza com uma pergunta: “O meu Mestre ficará feliz e será honrado se eu usar o meu tempo e os meus recursos para levar este problema aos tribunais”.
  5. Peacemaker Ministries. Explica sobre essa organização, fundada em 1982 com o objetivo de preparar e auxiliar cristãos e suas igrejas locais a responder biblicamente aos conflitos.
  6. Cultivando uma cultura de paz na sua igreja. Para que a igreja ensine seus membros a demonstrar o evangelho nos conflitos da vida diária.

Quer mais dicas para solucionar cada conflito?

Dá uma olhada nos demais textos sobre livros aqui já publicados. Clica aqui!

 

Trecho:

“Os pacificadores são pessoas que inspiram graça. Eles recorrem, continuamente, à bondade e ao poder de Jesus Cristo, e então trazem o seu amor, misericórdia, perdão, força e sabedoria aos conflitos da vida diária. Deus se alegra em inspirar a sua graça por meio dos pacificadores, e usa-os para dissipar a ira, aprimorar o entendimento, promover justiça, e encorajar o arrependimento e a reconciliação”.

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