II Coríntios 13

carta

Chegamos ao último capítulo de II Coríntios. Esta carta é considerada, provavelmente, a mais pessoal, enquanto as outras são mais doutrinárias, técnicas.

O Pr. Hernandes Dias Lopes, em seu comentário, relata que nesta carta Paulo abriu o coração, falou de suas dores mais profundas e de seu amor.

Inicialmente, convém explicar que neste capítulo Paulo fala de algumas providências que pretende tomar por conta da terceira visita que pretende fazer. Todavia, não se sabe se essa visita ocorreu, como também não há relatos do efeito dessa carta na igreja em Corinto.

Paulo deixa de se defender e passa a confrontar os coríntios.

Uma carta avisando como será o procedimento

Primeiramente, Paulo avisa como vai proceder quando chegar em Corinto. Ele vai com autoridade apostólica para, se necessário, puni-los (v. 1-4). O apóstolo afirma que não vai poupar ninguém. Naquela igreja tinha rebelião, desobediência, incredulidade, pois duvidavam de Paulo. E, conforme viu-se nos estudos passados, Paulo evidenciou que realmente era um apóstolo de Cristo.

Ele afirmava que que o padrão de poder e fraqueza era igual ao de Cristo e diferente daquele que os falsos apóstolos ensinavam. Poder, para Paulo, inicia por renúncia, sofrimento por Cristo e não ostentação.

Uma carta para que o povo se arrependesse (v. 5-10)

Sem dúvida, Paulo esperava que o povo se arrependesse antes da sua terceira visita, para que não fosse necessário punir. Paulo exorta os crentes para que se examinassem, pois um crente não permanece sem arrependimento. A fé deles era genuína? Estavam na fé?E Paulo orava por eles e escreve para não usar de rigor quando estivesse presente. Inegavelmente a igreja era complicada e Paulo é um exemplo de pastor e teólogo.

Paulo de despede (V. 11 e 12)

É interessante destacar que Paulo chama os corintos de irmãos. Ele usa para todas as pessoas que professam crer em jesus, mesmo que pensasse diferente.

Ele dá uma exortação final, para que a igreja cresça, se aperfeiçoe, consolem uns aos outros, que tenham o mesmo modo de pensar e que vivam em paz. Pois isso é a prova que Deus estar com eles, e não pelos dons. Já que de acordo com estudos passados e o que está escrito em I Coríntios, a igreja era bem complicada, mas a manifestação dos dons estava sempre presente. Dons não são provas de um novo nascimento.

E, por fim, que saúdem uns aos outros com um beijo santo, ou seja, fraternalmente.

Benção final

Paulo finaliza esta carta com a benção que é a base para a benção final nos cultos. Isso tornou-se um hábito. É importante destacar que a benção é trinitária. Afirma a deidade de Cristo e a divindade e pessoalidade do Espírito Santo; estes são colocados ao lado de Deus Pai.

Conclusão

  1. A liderança às vezes precisa usar de autoridade para punir. Ser mais enérgica na disciplina.
  2. Há uma necessidade de não considerar todos numa igreja como convertidos, regenerados. Por isso toda pregação deve ser evangelística.
  3. Paulo é um exemplo de amor pastoral para com a igreja.
  4. Necessidade em diferenciar aspectos culturais (sem validade permanente) e princípios espirituais (são eternos) que representam.

Finalmente, se você quiser ver o vídeo desse estudo ministrado pelo Pr. Augustus Nicodemus, clica aqui!

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