II Coríntios 11. 1-6

Justificativa

Neste estudo, o Apóstolo continua com sua justificativa e aqui ele apresenta mais quatro sobre o motivo de ter se gloriado da sua autoridade como apóstolo. O pastor Augustus Nicodemus, que ministrou este estudo, nos lembra que Paulo foi forçado pelas circunstâncias. Do mesmo modo, que a mensagem é sempre superior ao mensageiro. Todavia, não se pode negar que há uma ligação com o caráter de quem fala. E foi por causa disso que Paulo se gloriou, como já vimos no estudo passado.

O pastor Nicodemus explica que neste texto de II Coríntios 11. 1-6, Paulo apresenta quatro justificativas.

A primeira justificativa

Inegavelmente vemos que uma justificativa foi o zelo pela igreja, pois Paulo queria proteger a igreja. Sem dúvida ele sabia da loucura que era se gloriar, da insensatez, pois a glória é sempre apenas para Deus. Entretanto o zelo dele era com zelo de Deus. Paulo tinha cuidado, preocupação. E, segundo o Pastor Hernandes Dias Lopes, “o que estava em jogo não era apenas sua reputação com apóstolo, mas o próprio evangelho de Cristo”.

Paulo usa a figura utilizada em Deuteronômio 22. 13-19. Fala sobre como o casamento arranjado desde cedo e o pai era responsável por isso. E, dessa mesma maneira, Paulo deveria apresentar a igreja pura para a volta de Cristo, que são as bodas do Cordeiro (Efésios 5. 27).

Segunda Justificativa

A segunda justificativa é porque Paulo tinha receio que a igreja se desviasse. E para isso ele usa a queda como pano de fundo (Gênesis 3. 1-6). Uma ótima observação nessa passagem é que, Paulo, que era rabino, usa o relato de Gênesis como literal e histórico. Diferentemente de alguns que falam que Gênesis 1, 2 e 3 relata um mito, mas é histórico. E, caso não seja considerado histórico, terá consequências em toda a teologia, inclusive sobre a morte de Cristo. Mas isso é assunto pra outro texto (ou textos).

Quatro pontos de comparação com o relato da queda

Primeiro, presença da serpente (diabo), do mesmo modo foi com os falsos profetas, pois o diabo estava por trás deles.

Segundo, do mesmo modo que o diabo enganou Eva, pode enganar os crentes.

Terceiro, o diabo usa de astúcia, sagacidade nas duas situações.

Quarto, é que também ocorre a corrupção da mente. Eva passou a ver o que não via antes. De maneira semelhante, Paulo teme que a mente dos crentes sejam corrompidas pelos falsos mestres. Por isso devemos ter cuidado com os falsos ensino e intolerância com os falsos mestres.

O Pastor Hernandes Dias Lopes, escrevendo sobre os falsos mestres diz:

“Os falso mestres haviam chegado a Corinto. Eles eram judeus e proclamavam-se apóstolos de Cristo. Traziam cartas de recomendação e ostentavam suas credenciais. Quanto ao talento, eram oradores profissionais. Quanto ao desempenho, gabavam-se de feitos miraculosos. Quanto à personalidade, eram arrogantes. Quanto à integridade, eram impostores, avarentos e aproveitadores do rebanho, buscando o dinheiro do povo, e não o seu bem-estar espiritual. Paulo os chama de falsos apóstolos e obreiros fraudulentos”.

O evangelho é simples! O povo (falsos mestres) é que distorce, acrescenta…

Terceira

A terceira justificativa é que Paulo viu que os corintos já estavam acolhendo os falsos mestres. Mas era Paulo que tinha sido enviado, e não os falsos mestres.

Quarta

A quarta justificativa encontra-se nos versículo 4 e 5. Paulo afirma que não era inferior aos outros mestres. Neste trecho há 2 interpretações. A primeira é que Paulo estaria falando de forma irônica (o que se explica pelo versículo 13 do mesmo capítulo, e por isso a mais aceita). E a segunda é que Paulo estaria se referindo aos 12 apóstolo. Paulo era um apóstolo que conhecia Deus e demonstrava isso em pregações e cartas.

Conclusão

  1. O pastos deveria ver sua função como o pai da noiva. Deve se esforçar, espantar os falsos mestres, tudo o que pode corromper a noiva. Aqui vemos noiva como igreja e não indivíduos (já é um alerta para os desingrejados, para aqueles que pensam que é possível ser crente (bíblico, obediente a Deus) sem congregar.
  2. O trabalho de pastores e líderes, inegavelmente é uma batalha espiritual. Paulo percebeu o diabo assim como na queda. O objetivo é tirar a paz da igreja e isso é feito não apenas por possessão demoníaca.
  3. Há a possibilidade de crentes se desviarem. Pessoas criadas na igreja podem ser corrompidas. Isso é na perspectiva humana, pois Deus sabe quem são os eleitos. E, do mesmo modo que Paulo adverte, se preocupa, nós também devemos fazer o mesmo.
  4. E, por fim, mostra que não temos mais apóstolos atualmente. Não mais pessoas na categoria de Paulo e dos 12. Infelizmente os que se denominam apóstolos, não usam com sinônimo de missionário, mas de forma hierárquica, para não serem refutados… são falsos mestres. Pois a autoridade está na fidelidade pela Palavra.

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