II Coríntios 12. 7-10

Espinho na carne

Antes de mais nada, o Pr. Augustus Nicodemus nos lembrou um pouco do estudo passado. Foi sobre a experiência de ter sido arrebatado até o terceiro céu. Entretanto, convém lembrar, que Paulo apenas contou isso 14 anos depois do ocorrido por causa dos falsos mestres. Sem dúvida Paulo era uma pessoa modesta. Apesar dessa grande experiência, Paulo relata que o caráter deve ser avaliado pelo exemplo e pelo que prega. E assim, retorna a se gloriar no sofrimento, na fraqueza. E o estudo de hoje é sobre o espinho na carne.

Gosto de como o Pr. Hernandes Dias Lopes fala sobre as diversas coisas que ocorrem na vida cristã:

“Depois da glória vem a dor, depois do êxtase vem o sofrimento. Paulo faz uma transição das visões celestiais para o espinho na carne. Deus sabe equilibrar, em nossa vida, as bênçãos e a glória”.

Para tornar o estudo mais didático, ele foi dividido em 5 partes.

1. Efeitos das revelações (v. 7)

O espinho na carne, inegavelmente, foi colocado em Paulo para ele não se ensoberbecer por causa das revelações.

Essa experiência das revelações pode ter sido usada por Deus para encorajar Paulo diante das coisas que ele passaria, enfrentaria na sua missão.

Paulo foi chamado para sofrer; para anunciar aos gentios o Evangelho. Todavia, o mesmo instrumento que serviria para encorajar, poderia gerar orgulho, soberba… mas Deus não usa pessoas arrogantes.

2. O espinho na carne é prova do grande amor de Deus por Paulo

Por causa da grandeza da revelação, Deus já tomou a providência para Paulo não se ensoberbecer. Certamente Deus conhecia Paulo.

Conforme lemos na Bíblia, o orgulho precede a queda. E é por isso que o espinho na carne era de Deus, pois, se o diabo tivesse poder, ele tiraria o espinho na carne de Paulo para que ele se tornasse arrogante.

3. O que é esse espinho na carne?

Paulo não entra em detalhes. Fala de modo bem genérico. Entretanto, era eficaz para mantê-lo humilde e usável no ministério.

Há várias suposições sobre o que era. Algumas até cômicas, mas poderia ser uma doença dolorosa, crônica, problemas nos olhos (Paulo pegou malária na região da Galácia), rejeição dos judeus (Rm 9, 10); poderia ser alguma aflição mental, epilepsia.

Não se sabe ao certo, todavia, por ser bem genérico, podemos usar esse fato para nós também. Várias coisas podem ter em nós o mesmo efeito que o espinho na carne teve para Paulo: manter humilde.

Entretanto, sabemos que Paulo sofria com isso há 14 anos, era algo extremamente doloroso e por isso está mais para estaca na carne e não um simples espinho. Sabemos também que era causado pela ação satânica, de forma semelhante a vista em Jó, ou ao ocorrido com Jesus no deserto.

Era uma ação satânica em benefício do Evangelho. Deus está no controle, meus irmãos. Da mesma forma que Judas possesso traiu Jesus para a morte, mas a morte de Jesus foi a derrota de satanás. O diabo está na coleira e é Deus quem segura.

Outra coisa que podemos saber é que esse espinho na carne era algo humilhante, que esbofeteava, que era um sinal de desprezo no antigo oriente. Além do mais, era de forma constante.

Contudo, tudo isso era o amor de Deus para paulo não se exaltar.

4. Levou tempo para Paulo entender o agir de Deus no meio do sofrimento (v. 8,9)

Paulo orou três vezes para Deus responder. Do mesmo modo ocorreu com Jesus, que também orou três vezes para afastar dele o cálice.

Deus não atende. A resposta foi negativa. Deus é soberano e, por sua infinita bondade, sempre dá algo melhor.

Lembro de um sermão de Spurgeon, onde ele falou que quando pedimos prata, geralmente Deus nos responde dando ouro. Desse modo ocorreu com Paulo: Deus deu a Paulo a graça, que é infinitamente melhor que viver sem o espinho na carne.

Em Cristo não há murmuração, pois entendendo a soberania divina tudo é motivo de gratidão e louvor.

Afinal, podemos até ser perseguidos, mas nunca desamparados…

Nossa fraqueza rende toda a glória a Deus.

5. Entendendo o espinho na carne

Após um tempo, Paulo entendeu que isso era para mantê-lo humilde, para que pudesse ser usado poderosamente por Deus.

E o pode de Deus está em pegar pessoas fracas e usá-las. O sofrimento tem capacidade de ser um instrumento para forjar o caráter.

Sem dúvida Paulo aprendeu a lição, pois ele sentiu prazer nas fraquezas. Entendeu o propósito do que acontecia com ele.

De forma semelhante acontece conosco. Sem dúvida temos que renunciar coisas que temos prazer, porém necessitamos é da graça de Deus. Portanto, as coisas ocorrem para nossa humildade, resiliência.

O Pr. Hernandes Dias Lopes diz em seu comentário que “a dor sempre tem um propósito, mais que uma causa. Deus não desperdiça sofrimento na via de seus filhos. (…) a dor vai passar; o céu jamais”. Certamente, a graça de Deus nos basta.

Conclusões

  1. O caminho do poder espiritual é a cruz.
  2. Dor e sofrimento aperfeiçoa mais o cristão do que coisas sobrenaturais.
  3. Nem sempre Deus responde as orações do jeito que queremos. Mas, sem dúvida, Deus sempre dá algo melhor. Deus, na sua misericórdia, dá o que precisamos.Tudo o que acontece é para nosso bem, e esse bem é forjar em nós o caráter de Cristo (Romanos 8. 28-29)

Em relação a oração não respondida, lembrei do mesmo sermão que já citei nesse texto. Conforme esse sermão Spurgeon diz que, se orarmos e Deus não responder logo, isso deve ser motivo de alegria, pois é mais uma oportunidade para recorrer a Deus.

Por fim, se você quiser assistir o vídeo desse estudo, clica aqui!

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